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Waldir da Silva Costa

Nascido em 1962, Waldir da Silva Costa possui uma trajetória profundamente marcada pelo sistema prisional fluminense, onde ingressou pela primeira vez em 1984. Ao longo de décadas, percorreu unidades emblemáticas como o Presídio Esmeraldino Bandeira, o Complexo de Gericinó (Bangu III, IV e V) e o extinto Complexo da Frei Caneca. Foi nesse cenário de confinamento que Waldir iniciou um processo de redescoberta identitária através da estética, aprendendo a pintura em óleo sobre tela e, posteriormente, integrando coletivos de dramaturgia vinculados ao projeto Jurisdrama-UFRJ.

Sua vivência no cárcere não foi apenas um período de punição, mas um laboratório de produção intelectual e artística que o consolidou como um dos expoentes da ressocialização pelo viés cultural no Rio de Janeiro.

Produção Literária e Expressão Artística
A obra de Waldir é o resultado de um amadurecimento que une a sensibilidade visual à força da palavra escrita:

“Aves de Rapina” (2006): Redigido durante sua permanência na unidade Milton Dias Moreira, o livro reúne pensamentos, reflexões e poesias que dão voz à experiência do encarceramento. A narrativa aborda a busca incessante pela liberdade espiritual e a compreensão das engrenagens do sistema penal, destacando a arte como o principal motor de resistência.

Projetos Futuros (2025/2026): Com um novo lançamento previsto, Waldir continua a expandir sua produção literária, mantendo o compromisso de documentar a realidade das prisões brasileiras sob uma ótica de transformação social e humanidade.

Contribuições e Impacto
Após conquistar a liberdade, Waldir da Silva Costa tornou-se uma figura central no diálogo entre o cárcere e a sociedade civil. Protagonista do documentário “Artistas nunca serão prisioneiros”, ele personifica a tese de que a criatividade é inalienável. Atualmente, atua como palestrante em escolas e universidades, onde utiliza sua trajetória para debater políticas de segurança pública e direitos humanos. Sua atuação junto ao Jurisdrama e sua presença no ambiente acadêmico reafirmam seu legado como um educador que utiliza a memória e a arte para romper os ciclos de exclusão e promover a consciência social.

"Sua trajetória é o testemunho de que as grades podem cercar o corpo, mas a expressão artística é um passaporte permanente para a liberdade do pensamento."

A Cadeira nº 8 da Academia Brasileira de Letras do Cárcere (ABLC) é dedicada à memória de Jorge Amado, um dos escritores mais lidos e traduzidos da história da literatura brasileira. Militante das causas populares e defensor incansável da liberdade, Jorge Amado enfrentou a perseguição política durante o Estado Novo, período em que teve suas obras queimadas em praça pública e sofreu prisões e exílio. Sua literatura, profundamente enraizada na cultura baiana e na luta dos despossuídos, transformou a realidade dos marginalizados em uma narrativa universal de dignidade, sensualidade e resistência.

Ao homenagear Jorge Amado, a Cadeira nº 8 da ABLC reafirma o compromisso da instituição com a literatura como expressão da alma popular e da justiça social. A escolha de Amado como patrono simboliza a indestrutibilidade do pensamento frente ao autoritarismo, reforçando que, embora livros possam ser incinerados e autores detidos, a força da narrativa que dá voz ao povo é perene e capaz de romper qualquer tentativa de silenciamento estatal.

Mais do que uma homenagem, esta cadeira representa o elo entre o realismo social brasileiro e as vozes contemporâneas que emergem das periferias e do sistema prisional. Inspirados pelo lirismo e pelo compromisso ético de Jorge Amado, os escritores vinculados à ABLC buscam transformar a crueza da exclusão em uma literatura de acolhimento e denúncia, contribuindo para um debate público que reconhece a cultura como o principal fundamento da identidade e da libertação de um povo.

"Sua obra prova que a escrita é um território soberano onde a liberdade floresce através da celebração da vida e da coragem de enfrentar o opressor."

Contato

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